RIVER POETS - AUTORIA PRÓPRIA
Não costumo escrever. Escrevo sim, mas sempre pra mim. Guardo meus escritos na parte mais profunda do meu subconsciente. É segredo. Mas chega uma hora em que a carne sucumbe. A dor é tanta que é como se uma folha viesse sobre minha mão. Como se esse fosse o único caminho. Não há saída, o papel é meu confidente. Aí escrevo. Escrevo porque a vida é curta. Uma tumba espera-nos e no final tudo que resta é carne podre e osso.
Que as aves comam-me ao ar livre então.
Ofereço-me como um mártir ou talvez apenas como condenado mesmo.
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